terça-feira, 25 de agosto de 2009

Capítulo UM

Desde o primeiro dia em que passei a estudar nesta escola minha vida mudou bastante, ainda não sei se para melhor, mas garanto que mudou muito. Eu era totalmente tímida e não conhecia ninguém.
Entrei na sala e escolhi um lugar junto a parede. Não queria chamar atenção. Fiquei apenas observando as pessoas em volta enquanto as aulas passavam por mim.
Meu dia até então estava sendo vazio e um pouco entediante até a última aula começar. Enquanto estavam todos apreensivos, eu estava começando a ficar feliz porque o momento tortura numa escola de estranhos estava acabando. Foi quando meu dia se tornou mais perfeito.
Ele vestia uma camisa azul, calça e sapatos pretos, carregava uma bolsa e vários livros. Despejou tudo na mesa.
__ Você então é a nova aluna? Bem, eu sou o Professor Alexandre. Professor de Física, aliás. Seja muito bem vinda a nossa Escola.
Meus olhos se encheram de lágrimas ao ver o professor. Nem consegui prestar atenção na aula. “Acredito que a partir de hoje, vou passar a adorar as aulas de Física”. O que achei interessante e até um pouco intrigante foi ver a grande semelhança de meu professor preferido com um dos alunos que por um acaso, eu nem sabia o nome.
Ao final da aula, notei que aquele garoto foi para casa, acompanhado pelo professor. Talvez eles sejam amigos ou talvez parentes. Pouco importa isso, o que importa mesmo é o Alexandre. “Não acredito que ele é meu professor, isso trás muitos problemas”.
Cheguei em casa e fui correndo para o meu quarto. “Estava tudo normal até o momento”. Olhei para meus livros e lembrei que tinha muita lição me esperando. Abri minha apostila e por coincidência abri na parte de Física. Comecei a fazer, mas notei que por não ter prestado a atenção devida a aula, eu não conseguia.

__ Hei, garota nova! Como é que você se chama? Eu sou o Leandro
__ Ah, oi. Eu sou Isa, Isabela na verdade, mas ninguém me chama assim.
__ Eu percebi que ontem você estava um pouco isolada do grupo e por isso resolvi “fazer contato”. Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa pode vir falar comigo!
__ Ah! Claro! Valeu... Leandro... É isso não é?
__ Sim, é isso!
Demos um sorriso amarelo por convenção e entramos na sala de aula.
__ A primeira aula é do meu pai, lembra dele? O professor de Física.
“Então é isso...”.
__ Parece ser estranho ter aula com seu próprio pai, você não acha?
__ Não, não mais. Ele é meu professor há quatro anos.
__ Nossa! Ele parece ser bem legal... – Eu fiz esse comentário somente para continuar conversando com ele. “Não é um assunto que todos gostam – conversar sobre professor ainda por cima sendo de Física, mas ele é Especial!”.
Alexandre entrou olhando nos meus olhos, senti um choque correndo por todo o meu corpo. Sua presença apenas me causava arrepios de alegria. Lutei com todas as minhas forças para não chorar e ao invés disso, apenas lhe dei um sorriso discreto. Um sorriso de aluna para professor.
A aula passava como sempre e eu não conseguia prestar atenção. “Eu não consigo entender o porquê eu estou tão entretida com o professor”. Enquanto eu pensava em alguma resposta para as minhas perguntas, percebi que estavam todos olhando para mim então resolvi voltar à realidade. Foi quando o Alexandre refez uma pergunta destinada a mim:
__ Então Isabela, segundo a minha explicação, você poderia me responder qual a fórmula devemos usar neste caso?
“Não acredito nisso, na primeira vez que ele fala comigo eu já não sei o que dizer. Dizer que eu não sei é pior que não dizer nada”. Ao ver que eu não sabia a resposta, sem que Alexandre visse, Leandro me mostrou a resposta em sua apostila e eu respondi.
__ Muito bem, sendo a fórmula... – Alexandre continuou com a explicação enquanto eu agradecia a ajuda.


Era sábado. Um dos dias que eu mais adorava e que agora não me chamava muito a atenção porque não via meu professor preferido. Estava em meu quarto, infeliz e sozinha quando o telefone tocou insistentemente. Desci a escada correndo e logo cheguei perante o telefone. Ao atender, ouvi uma voz rouca conversando comigo. Demorei a perceber quem era.
Coloquei o telefone no ganho e voltei para o meu quarto.
Fiquei muito transtornada por não reconhecer a voz misteriosa e agora fiquei pensando se o que fiz foi uma falta de educação minha. Decidi não pensar nisso, até porque, se fosse realmente importante, teriam ligado novamente. Neste sábado, fazia uma semana que passei a estudar naquela escola e conhecia apenas um garoto. Meu sábado estava muito entediante. Confesso que até pensei em ligar para o Leandro, mas fique com muita vergonha.

7 comentários:

  1. hehe..

    Seria porque o professor era lindo de doer ou por ser um professor brilhante?


    kkkkkkk...

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  2. vai saber oq se passa na cabecinha de uma menina apaixonada?????

    kkkkk

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  3. Ehh..

    O prof. deve ser um Deus grego!


    Cruzes.. eu falando isso?


    Del...

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  4. o melhor livro que já li!!!!!!!! ;D adoreiiiiiiiii

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